Tapa aqui, descobre ali.

Hoje falaremos de um assunto muito relevante, mas que tão pouco recebe o devido reconhecimento. 

Vivemos em um mundo onde o interesse e o investimento estão voltados para a mídia, futebol e tudo aquilo que nada acrescenta a sociedade, mas para a educação contentam-se com a mesmice de sempre, sendo embasados pela incompetência técnica e descompromisso político dos educadores e governantes. 

Ouvimos falar em tantas mudanças ocorridas entre as escolas tradicionais e a Nova Escola, mas que até então não trouxeram os devidos resultados, não passando assim de uma utopia. Falam-se em mudanças, em melhoras, preparação e resultados, mas infelizmente muita coisa tem ficado a desejar. 

É preciso atentar que hoje em dia, alunos matriculados na primeira série do 1º grau não conseguem concluí-las, pois desistem logo no início da escolaridade, por abandono e repetência, dando lugar a evasão e o “fracasso escolar”, justamente por esse desajuste no sistema educativo vindo direto dos alunos oriundos das classes trabalhadoras. 

Sabemos assim que são muitos os motivos que levam a tal descaso. Portanto deixo esse assunto em aberto para reflexão: De que adianta ter investimento se não há professores? De que adianta ter professores se não existe preparação e compromisso? E de que adianta todos eles se os métodos a serem aplicados não são concomitantes com a realidade do aluno? Até quando vamos aceitar empurrar com a barriga um assunto que reflete em toda a sociedade e que prejudica o seu desenvolvimento cognitivo e social? 

É preciso sairmos do comodismo e irmos em busca dos nossos direitos, por uma escola que pense no aluno como um ser completo, capaz de construir seu próprio conhecimento e não como um mero passivo, sujeito a receber um conhecimento pronto e acabado. É preciso deixar a ignorância do não saber, pela do que queremos mudar. É preciso que pais, alunos e escola se juntem em prol a essas melhorias, ao contrário, continuaremos sujeitos alienados, e passivos, que deixaram de lutar e se tornaram igual aqueles que podem, mas que não mudam a situação do nosso país.




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