Vetar ou não vetar? Eis a questão.

Após 45 anos esperando alguma implementação para despertar o mínimo de consciência sobre as questões ambientais no país e 2 anos em discussão, é aprovada a Lei do Código Florestal. O intuito do código criado é, além de ruralistas e entidades governamentais protegerem aquilo já existente em nosso habitat, fazer com que haja uma reposição florestal, referente àquilo que se é retirado sem maiores preocupações durante décadas.


A aprovação da lei, reformulada e adaptada para a situação atual, criou um ambiente mais agressivo do que o normal na Câmara, onde foi possível acompanhar senadores, parlamentares e deputados dividindo sua opinião ao meio sobre a aprovação do código, questionando e argumentando os benefícios notáveis. A discussão provocou a opinião de ambientalistas e ONG’s que se preocupam com o meio ambiente e o futuro da maior reserva natural do mundo, a Amazônia, região qual sofre o maior índice de desmatamento e não reposição vegetal de seu campo natural, sem contar a violação das APP’s (Áreas Protegidas Permanentemente) e do próprio território indígena que vem diminuindo ao longo dos anos, resultando em uma futura escassez de matérias-primas e da vegetação.


Nesta segunda-feira, 07 de maio, a Casa Civil informou que recebeu da Câmara dos Deputados o texto de reforma do Código Florestal, onde ainda foram feitas as adaptações dos artigos existentes e sugestões do que propriamente é viável aceitar, de forma a não prejudicar o meio ambiente e nem a condição econômica de ruralistas e governos que dependem dessas condições. Por sua vez, após receber o documento, a presidente Dilma Rousseff tem 15 dias para decidir se vetará parcial ou integralmente o texto ou se continuará mantendo o projeto aprovado de acordo com os parlamentares. O prazo para a manifestação da presidente se encerra no dia 25 de maio e caso ela não aconteça, o texto será sancionado automaticamente. 


A Câmara dos Deputados continua com suas opiniões dividas, onde cada um expressas suas prioridades individuais e se esquecem de pensar em uma solução viável para todos. Mas, a questão que fica em aberto é: E o que nós, cidadãos, queremos, pensamos e acreditamos? O que esperamos desse novo código? Que benefícios ele trará, não só para nós ou para os que estão acima de nós, mas para o nosso país? Pensem nisso. Para maiores informações sobre o Código Florestal e o que poderá ser acarretado a partir dele, clique aqui ou aqui .

Nenhum comentário:

Postar um comentário