Ir de táxi?

Ontem, quem mora em São Paulo pode vivenciar um dos dias mais difíceis da história do trânsito na cidade. Pela manhã, a CET registrou quase 250 km de filas nas vias monitoradas. Eram filas intermináveis que deixavam qualquer motorista e passageiro de cabelos em pé. 

Tudo aconteceu por conta da greve dos metroviários que exigiam reajuste no salário e nos benefícios. O sindicato destes trabalhadores resolveu entrar em greve no dia 23 de maio já que não tiveram êxito de outra forma. Os usuários que tentaram acessar as linhas de metro encontraram portas fechadas e cartazes que confirmavam a greve. 

No final da tarde, o governo do estado e o sindicato chegaram a um acordo favorável a todos. E, assim, a greve chegou ao fim por volta das 17h30, quando os metros começaram a funcionar normalmente. Não é de hoje que os moradores de São Paulo enfrentam problemas com as linhas de Metro e da CPTM. Todos os dias, trens lotados são enfrentados por milhões de pessoas que tentam chegar ao seu destino. 


Até agora, foram diversas ocorrências da CPTM que geraram transtornos quase iguais aos acompanhados ontem. Os ônibus não são diferentes. Chegamos a um ponto de grande crescimento populacional, ou seja, muita gente para um espaço que não é suficiente. O serviço público está cada vez mais prejudicado e esquecido. 

Até quando enfrentaremos um transporte como este na maior cidade do país? Reclamar, reclamam. Mas, quando uma atitude será tomada para que haja cobrança de qualidade? Não podemos nos calar diante de tanta injustiça e desigualdade. Até lá, temos metros, trens e ônibus lotados para enfrentar. 

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