sábado, 25 de janeiro de 2014

Documentário Entre Rios

Com o intuito de melhorar o meio em que vive e buscar um maior desenvolvimento econômico, a sociedade levou os recursos naturais à um estado de esgotamento e deterioração. As intervenções sobre o ecossistema ocasionaram consequências secundárias que podem ser temporárias ou permanentes.

Dependemos dos ciclos naturais para sobreviver, portanto caberá a nós, seres humanos, resolver as intervenções, o desequilíbrio causado, o efeito estufa originado pelo aumento desordenado da emissão de gás carbônico, a poluição das águas por falta de um planejamento inicial eficiente e assim buscar a qualidade de vida.


A ganância econômica levou a exploração dos recursos sem uma análise das consequências, com isso os impactos ambientais se mostram cada vez mais visíveis na população, como câncer de pele, problemas respiratórios por causa da poluição, extermínio de vegetação importante para aumento da malha rodoviária, alteração dos ciclos de chuvas por causa do excesso de gases gerados e seus efeitos sobre a natureza, alagamentos por terem aterrado e ocupado com habitações as áreas pantanosas que serviam de escape em momentos de chuvas e também  transtornos sanitários, pois nem todo o esgoto é realmente tratado.

O ecossistema dependerá de uma conscientização dos problemas, com o discernimento da educação ambiental, para que haja tempo de lutar pela preservação do resto do bioma existente, e ajudar na recuperação dos ciclos ambientais.

Breve relato do documentário:

Documentário: “ENTRE RIOS - A urbanização de São Paulo.” Produzido pelo coletivo Santa Madeira, disponível no endereço: http://vimeo.com/caiosferraz/videos e também no endereço http://vimeo.com/user2460823. Vale a pena conferir.


terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Um caminho quase sem volta!

Agora falaremos de um assunto polêmico, más que nem sempre recebe a devida importância e na maioria das vezes é visto com um olhar de julgamento e condenação devido a ignorância e a falta de conhecimento da  sociedade em que vivemos.

Vivemos em um século onde nos tornamos seres humanos alienados pelos padrões condicionados pela mídia, buscando sempre seguir o que a televisão, jornais e revistas denotam como “BELO”, “PERFEITO”, assim como a importância do corpo magro, beleza, e ostentação, porém, acabamos esquecendo de alguns princípios básicos que levam a distorção desse “perfil”, criando assim, um lado não tão belo e que pode levar a um caminho sem volta.

A luta por um corpo perfeito assim como nos é imposto, na maioria das vezes acaba fugindo do nosso controle e nos sujeitamos a inúmeras tentativas em busca de ser aceita como uma pessoa que se enquadra nos padrões de beleza da sociedade, e acabamos exagerando em regimes, dietas, exercícios que em algum momento nos levam para o fundo do poço. Dessa forma, gostaria de narrar a história de uma moça, baseada em fatos reais.

Que a partir dessa leitura você possa refletir, pensar, e se amar plenamente acima de tudo se aceitando como verdadeiramente é.

Quem nunca na época de escola teve aquele amigo (a) gordinho, vítima de sarro dos colegas em sala de aula, e que recebia vários apelidos por ser considerado “diferente” dos demais? Pois é, essa era a moça da minha turma, ainda criança. Desde de muito cedo, ou melhor, desde seus 4 anos de idade ela começou a ganhar muito peso devido aos remédios que tinha que tomar por conta de uma infecção que nascera com ela. Mas até então era considerada como “fofinha” pelos amigos e familiares, e não levava a obesidade tão a sério.

Com o decorrer dos anos, mesmo não  tendo um peso tão exagerado, ela passou a sofrer muito por sua condição física ocasionando assim, um trauma que carregou e ainda carrega durante muitos anos e até hoje tenta correr atrás do prejuízo. Aos 12 anos, cansada por passar por tantos constrangimentos, ela decide começar um regime pois estava decidida a emagrecer e se tornar uma pessoa dentro dos tais padrões da beleza. Até então ela pesava 64 quilos.

Após essa decisão, começou a comer uma quantidade minuscula de comida, e acabou por ficar horas sem ingerir nenhum tipo de alimento. Dessa forma, em um mês, essa moça passou a pesar 55 quilos, que sem dúvidas ao seu ver foi uma mudança magnífica, e ela realmente estava feliz com o resultado, mas não satisfeita!

Em algum momento, por não ver mais resultados tão significativos como o anterior, ela resolveu de uma outra forma eliminar seu peso, uma forma mais fácil e mais rápida. Foi ai que começou a ingerir os alimentos e em seguida vomita-los. Por ser uma pessoa ansiosa sempre que comia algo a mais, e sua mente lhe acusava, logo ia até ao banheiro para se livrar do que havia comido.

Dias, meses e anos se passaram, e ela conseguiu alcançar um corpo “normal”, e melhor do que alcançar, conseguiu manter. Porém, conforme os problemas do dia a dia iam aparecendo, sua ansiedade ia aumentando e ela consequentemente comendo e engordando mais. Mesmo assim, não era uma pessoa gorda, muito menos obesa, isso pelo menos era o que todos diziam, mas não era o que sua mente e seus olhos enxergavam no espelho.

O tempo foi passando, e ela sempre se policiando em relação a comida, se comia pouco se sentia triste e tinha que logo comer mais, e em seguida se sentia culpada por isso. Até então, ela conseguia controlar os episódios e só os repetia quando realmente exagerava.

Há uns 5 meses atrás, ela decidiu começar a fazer academia, para mais uma vez “entrar em forma”. Talvez naquele momento tenha sido a atitude mais errada que tenha tomado. 2 semanas de treino e ela se pesava frequentemente e não via nenhum resultado, e por conta disso entrou em desespero e seu martírio começou mais uma vez, mas agora com uma força muito maior dentro de dela.

Esse distúrbio se manifestou de forma alastradora e ela não tinha mais controle sobre os episódios, chegava a vomitar 7 vezes ao dia, desde uma bala ou bolacha, nada mais parava no seu estomago. 
Mais uma vez de 61 voltou para os 56 quilos, e não estava bom. Era como se dentro dela existissem dua pessoas, e uma delas queria que ela parasse com isso, e a outra, ah a outra.. ela queria que ela se afundasse cada vez mais, ela sentia prazer em se ver daquele jeito, MAGRA e doente.

A cada dia que passava ia se sentindo pior, já não queria mais comer fora de casa, o seu humor estava tremendamente terrível e  já não se reconhecia mais. Havia momentos que o que ela mais queria era dar um ponto final nisso tudo e tirar sua própria vida, a dor e o peso na mente eram tantas que ela queria se cortar para amenizar as outras dores.

Ela sempre teve bons amigos, mas quando se tem essa doença assim como um vício, se torna difícil de se aceitar, e ela tinha um certo conhecimento sobre tal, mas não acreditava que isso fosse realmente acontecer consigo. Cansada, e perdendo cada vez mais peso, resolveu conversar com seu amigo psicologo, e ele lhe recomendou a passar com uma outra amiga dele também psicologa para dar inicio ao tratamento para ver o que eu realmente tinha.

Ele ia marcar a primeira consulta, mas ela não teve coragem de ir, o medo era ainda maior.
Mas um tempo se passou e mais uma consulta foi marcada, e dessa ela não conseguiu escapar, seus cabelos caiam, suas unhas quebravam e não tinham forças para crescer, seu estômago, ah seu estômago doía demais e feridas tinham em sua garganta.

O tempo passou e o dia chegou, depois da primeira consulta assim como de costume, a dr. quis dar o seu parecer e dizer o que ela realmente tinha, mas infelizmente não teve coragem de ouvir e pediu para que a médica não pronunciasse o nome da tal doença. Foi ai que ela ouviu o que temia.
- Você tem transtorno alimentar e está mais avançado do que eu imaginava.

Ao ouvir isso, saiu aos prantos do consultório, pensando em como se livrar desse transtorno e voltar a ser uma pessoa normal. Não foi nada fácil, conforme as consultas iam acontecendo, a doença ia piorando, e ela tinha várias recaídas.

Mas como citei anteriormente, essa moça teve o privilégio por ter poucos, mas os melhores amigos que alguém poderia ter. Foi ai que ela decidiu se abrir com sua amiga, que também passava por um sério problema, e o vício das drogas a consumia. E devido a força dessa amizade, e ao ouvir que sua amiga estava doente, e ambas precisavam de ajuda, decidiram se unir e propor que as duas iriam se curar, enquanto uma lutaria contra o distúrbio a outra lutaria contra as drogas.

E assim foi, o apoio dos amigos e das pessoas que ela amava serviram como alicerce e a fez sair do fundo do posso que se encontrava.

Durante esses anos, essa moça sofreu calada, foi julgada por ser a única causadora de sua própria doença e principalmente, foi incompreendida por muitos. Mas o amor daqueles que realmente a amavam prevaleceu, e hoje ela ainda se trata sim, mas aprendeu a se amar, a se valorizar, e a ser feliz com cada gordurinha do seu corpo.

Recaídas? Sim, ela sempre tem. Mas todos esses obstáculos permitiram com que ela aprendesse que ser magra não define beleza, nem carácter, e muito menos traz felicidade.
O que garante as pessoas se tornarem um ser humano pleno e realizado são suas amizades, seus amores, sua vida, e não um corpo padronizado pela mídia.

Sim, ela aprendeu. Tanto aprendeu que hoje tomou coragem de compartilhar com vocês a sua história. Uma história na qual não se envergonha, mas se orgulha pela sua coragem, e ainda sonha pelo momento de dizer: EU ESTOU CURADA.

Tanto aprendeu que ela está aqui, para dizer que a vida passa rápido de mais para se perder tempo querendo seguir a mídia. 

Busque perfeição, mas não a do corpo, e sim a da alma, pois só ela te tornará uma pessoa melhor e completamente feliz.


E sim, essa moça sou eu!! E sei que vou vencer!!